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Políticos querem que você esqueça o que eles já disseram sobre o impeachment, mas a gente lembra

The Intercept - Engl. - mar, 06/09/2016 - 00:08

A população voltou às ruas neste domingo, dia 4, quatro dias depois de Michel Temer tomar posse em consequência ao impeachment de Dilma Rousseff. Em viagem à China, Temer menosprezou o tamanho da manifestação: “são 40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso”. Para os organizadores, eram 100 mil pessoas. É difícil dar uma conta exata de quantas foram para as ruas na capital de São Paulo para gritar “Fora, Temer”. Mas basta uma foto para constatar que Temer errou por umas dezenas de milhares:

Manifestantes iniciam passeata contra o governo do presidente da República, Michel Temer, na avenida Paulista pic.twitter.com/eEvyIeyE3s

— BBC Brasil (@bbcbrasil) 4 de setembro de 2016

Era só o começo. Primeiro a Dilma, depois o resto. Esse não era o discurso dos movimentos que levaram milhares de brasileiros às ruas? Pois o depois se tornou o presente. Chegou a hora do “resto”.

Seguindo a lógica das campanhas políticas brasileiras, algumas coisas ficaram apenas na promessa, e “o resto” tentou ser esquecido. Em vez de “primeiro, a gente tira a Dilma e, depois, o resto”, primeiro, afastou-se a ex-presidente Dilma Rousseff, por ter alterado os gastos do governo sem consultar o Congresso. E, depois —dois dias depois— , o Senado alterou a lei, de forma a não se precisar mais da permissão do Congresso.

“Fora, Dilma.” E depois…?

Esquecer o que se promete ou que se fala é prática comum na classe política. O mesmo Michel Temer que hoje demonstra algum problema de visão — ou de matemática — ao estimar o tamanho das manifestações, há pouco mais de um ano classificava o impeachment como “impensável”.

“O impeachment é impensável, geraria uma crise institucional. Não tem base jurídica e nem política”

— Michel Temer (@MichelTemer) 30 de março de 2015

Já o presidente em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi certeiro e previu a repressão policial nas manifestações que viriam, ainda no início de 2015.

Rodrigo Maia: Impeachment, com as palavras do pres. Lula, nao vai ser como Collor. Vai ser com muito sangue na rua. http://t.co/rHsYUTAumq — Mônica Bergamo (@monicabergamo) 1 de março de 2015

Mas isso não o impediu de votar a favor e, inclusive, dedicar o voto a seu pai, Cesar Maia. Ironicamente, Maia, o pai, teve o mandato cassado na semana final do julgamento do impeachment de Rousseff. Ele contratou seu cunhado, o advogado Paulo Eduardo de Araújo Saboya, 27 vezes sem licitação. Os contratos somam R$ 220 mil.

Outro que teve visão foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 2012, durante uma entrevista para o jornal Folha de S. Paulo, o sociólogo cantou a pedra, em pleno período de elogiada “faxina ética”:

“Quando Jango caiu, era claro que ele havia perdido a capacidade de governar porque o Congresso não seguia mais as determinações. O Congresso bloqueia. Jânio caiu porque se chocou com o Congresso também. Tinha a maioria do povo, mas não tinha o Congresso. O Collor, também. O Lula entendeu [o papel do Congresso], talvez, não no sentido que eu acharia melhor. Ele cedeu no que não deveria ceder. Não sei se a Dilma percebe os riscos.” [ênfase adicionado]

Três anos depois, no entanto, em março de 2015 durante outra entrevista à imprensa, desta vez ao jornal Estado de São Paulo, ele afirmou que “o caminho” era o impeachment. Disse também que “as ruas gritaram renúncia, fim, impeachment”.

Agora as ruas gritam “Fora, Temer”. Será que ele está ouvindo?

Após Temer desdenhar “40” manifestantes contra governo, SP tem maior protesto até agora. Mas PM não estimou público pic.twitter.com/og2TjGMawV — BuzzFeedNewsBR (@BuzzFeedNewsBR) 4 de setembro de 2016

Já o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTC-AL) disse ao jornal gaúcho Zero Hora, em 2014, que era partidário do “Fica, Dilma”.

REPÓRTER – O senhor vai votar na presidente Dilma?

COLLOR – Vou votar na Dilma.

REPÓRTER – Não é daqueles que engrossam o coro do “Volta, Lula”?

COLLOR – Não! Eu sou dos que engrossam o de “Fica, Dilma” (risos).

Aparentemente, ele mudou de ideia ao longo dos anos. Em 2016, disse sim ao impeachment, lembrando em seu voto o impeachment que ele mesmo sofreu, em 1992. Disse que “o rito é o mesmo, mas o ritmo e o vigor, não”, indicando que seu processo foi muito mais rápido do que o que levou ao afastamento de Rousseff.

Collor só esqueceu de citar em seu voto que os dois processos de impeachment são bem diferentes. No seu caso, envolveu alegações de crimes como corrupção passiva e formação de quadrilha, enquanto Rousseff respondia por suposta crime de responsabilidade fiscal.

Luciana Genro revisou sua posição sobre o impeachment ser ou não ser um golpe.

Foto: Yasuyhoshi Chiba/AFP/Getty Images

Essa aparente confusão mental não é exclusiva da direita, tampouco do atual governo. A ex-candidata à presidência Luciana Genro (PSOL-RS) discordava totalmente da hipótese de um golpe, em março de 2016, quando diz, “os líderes do PT estão brincando com as palavras, dizendo que há golpe.” Mas apenas cinco meses depois classificou de “golpe palaciano” o que estava acontecendo no país:

“Eu, que não votei em Temer nem para vice-presidente, é claro que não o aceito como presidente. Ainda mais quando sua presidência definitiva é produto de um golpe palaciano desferido no seu antigo aliado, o PT, que com ele compartilhou o poder por anos.”

E como esquecer a ainda candidata Dilma Rousseff exaltando seu então candidato a vice-presidente, Michel Temer, dizendo que ele saberia “honrar e me substituir à altura”? O que, depois, lamentou profundamente.

Essa aparente mudança de posição não pega desprevenido quem acompanha o noticiário de Brasília. Quem ouviu os áudios dos grampos de Sérgio Machado divulgados em maio de 2016 já sabia que o “Fora, Dilma” não seria seguido do “depois o resto”. O ex-presidente da Transpetro gravou suas negociações com o ex-ministro do planejamento Romero Jucá (PMDB-RR) sobre uma forma de afastar Rousseff para, assim, estancar o avanço da operação Lava Jato. Apenas para refrescar a memória:

MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

Quem quiser lembrar da gravação completa, aqui vai.

Assim se monta a realidade em que o governo fala que não vai mexer nos programas sociais, mas pede um corte médio de 30% nos mesmos; ou que fala em corte de gastos, mas adota medidas que não trazem corte efetivo de despesas.

Enquanto isso, o povo volta às ruas. Porque, por mais que se diga que tem ele memória curta, ele se lembra.

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Sprungbrett in den Pazifik

German Foreign Policy - mar, 06/09/2016 - 00:00
(Eigener Bericht) - Berlin startet einen regelmäßigen Dialog mit Australien auf Ebene der Außen- und Verteidigungsminister zur Stärkung seiner Stellung in der Pazifikregion. Verteidigungsministerin Ursula von der Leyen und Außenminister Frank-Walter Steinmeier nehmen dazu am heutigen Dienstag an den erstmals durchgeführten "Deutsch-Australischen 2+2-Gesprächen" in Berlin teil. Das Treffen, das in regelmäßigen Abständen wiederholt werden soll, gehört zu Maßnahmen, die seit Anfang 2013 initiiert wurden, um die Kooperation zwischen Berlin und Canberra zu intensivieren. Hintergrund ist die weltpolitische Schwerpunktverlagerung weg vom Atlantik hin zum Pazifik, die daraus resultiert, dass die Vereinigten Staaten das ökonomisch wie politisch aufsteigende China als ihren künftigen Hauptrivalen betrachten. US-Präsident George W. Bush (2002), dann auch US-Außenministerin Hillary Clinton (2011) haben das gegenwärtige Jahrhundert ausdrücklich zum "pazifischen Jahrhundert" erklärt; Washington hat begonnen, seine Streitkräfte stärker ins regionale Umfeld der Volksrepublik China zu verlagern. Berlin, das explizit den Anspruch äußert, die "globale Ordnung mitzugestalten", sieht sich veranlasst, ebenfalls seine Positionen in der Region auszubauen.

Stopp TTIP und CETA - DEMO

BIFA München - lun, 05/09/2016 - 23:30
Sam., 17. Sep. 16, 12:00 Uhr


Am 17. September gilt: Alle auf die Straße!
CETA & TTIP STOPPEN! Für einen gerechten Welthandel!

Demonstrationen: In München ab Odeonsplatz

Der Protest kommt genau zur richtigen Zeit. Zwei Tage nach den Demonstrationen wird die SPD1 über CETA abstimmen. Kurz danach fallen die wichtigen Entscheidungen im EU-Ministerrat.

Der bundesweite Trägerkreis aus 30 Organisationen ruft zu Großdemonstrationen gegen CETA und TTIP auf – am 17. September zeitgleich in 7 Städten. Gemeinsam werden wir ein klares Signal für einen gerechten Welthandel setzen!

http://ttip-demo.de/bundesweiter-demo-tag/muenchen/

  • 1. Dieser Tage wurde bekannt: Das SPD-Präsidium stimmt dem CETA-Abkommen in der gegenwärtigen Form unverändert zu!
Veranstalter:  TTIP-Bündnis Ort:  Odeonsplatz

Happy Labor Day! There Has Never Been a Middle Class Without Strong Unions

The Intercept - Engl. - lun, 05/09/2016 - 14:43

The entire Republican Party and the ruling heights of the Democratic Party loathe unions. Yet they also claim they want to build a strong U.S. middle class.

This makes no sense. Wanting to build a middle class while hating unions is like wanting to build a house while hating hammers.

Sure, maybe hammers — like every tool humans have ever invented — aren’t 100 percent perfect. Maybe when you use a hammer you sometimes hit your thumb. But if you hate hammers and spend most of your time trying to destroy them, you’re never, ever going to build a house.

Likewise, no country on earth has ever created a strong middle class without strong unions. If you genuinely want the U.S. to have a strong middle class again, that means you want lots of people in lots of unions.

The bad news, of course, is that the U.S. is going in exactly the opposite direction. Union membership has collapsed in the past 40 years, falling from 24 percent to 11 percent. And even those numbers conceal the uglier reality that union membership is now 35 percent in the public sector but just 6.7 percent in the private sector. That private sector percentage is now lower than it’s been in over 100 years.

Not coincidentally, wealth inequality – which fell tremendously during the decades after World War II when the U.S. was most heavily unionized – has soared back to the levels seen 100 years ago.

The reason for this is straightforward. During the decades after World War II, wages went up hand in hand with productivity. Since the mid-1970s, as union membership has declined, that’s largely stopped happening. Instead, most of the increased wealth from productivity gains has been seized by the people at the top.

Even conservative calculations show that if wages had gone up in step with productivity, families with the median household income of around $52,000 per year would now be making about 25 percent more, or $65,000. Alternately, if we could take the increased productivity in time off, regular families could keep making $52,000 per year but only work four-fifths as much – e.g., people working 40 hours a week could work just 32 hours for the same pay.

So more and better unions would almost certainly translate directly into higher pay and better benefits for everyone, including people not in unions.

However, the effects of unions in building a middle class go far beyond that, in a myriad of ways.

For instance, the degree to which a country has created high-quality, universal health care is generally correlated with the strength of organized labor in that country. Canada’s single payer system was born in one province, Saskatchewan, and survived to spread to the rest of the country thanks to Saskatchewan’s unions. Now Canadians live longer than Americans even as their health care system is far cheaper than ours.

U.S. unions were also key allies for other social movements, such as the civil rights movement in the 1950s and 1960s. Today, people generally say Martin Luther King, Jr. delivered the “I Have a Dream” speech at the March on Washington – but in fact it was the March on Washington for Jobs and Freedom, and it was largely organized by A. Philip Randolph of the Brotherhood of Sleeping Car Porters. Among the other speakers was Walter Reuther, president of the United Auto Workers.

And unions have many other positive effects, including ones so subtle they never show up in history books. Here’s one I personally know of:

Dean Baker, co-director of a Washington, D.C. think tank called the Center for Economic and Policy Research, or CEPR, is arguably the only economist in the U.S. who both recognized the danger of the gigantic U.S. housing bubble in the mid-2000s and warned about it loudly.

But Baker didn’t appear out of nowhere. His first job in Washington was at the Economic Policy Institute, which was founded in 1986 with a five-year funding pledge from eight unions. His foothold there made it possible for him to eventually co-found CEPR and make his case on the housing bubble. (I know this about Baker because I briefly worked for CEPR long ago.)

So the wise use of union resources played a key role in the eventual creation of some extremely important knowledge. Baker alone wasn’t able to get the political system to respond before Wall Street shot the U.S. economy in the stomach – but it’s certainly possible to imagine a different history, in which stronger unions created perches for additional economists who cared about reality, and they worked with stronger unions to organize to stave off our ongoing catastrophe. In other words, if the U.S. had a stronger labor movement, the whole country could be perhaps $10 trillion richer.

So enjoy the day off. But if you’d like to see an American middle class again at some point before you die, spend some time thinking about how to get more hammers into everybody’s hands.

CHICAGO, IL — Whole Foods Market employees and union activists protest outside a Whole Foods Market store on July 31, 2013 in Chicago, Illinois.

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Der Weg nach Aleppo

Hintergrund.de - lun, 05/09/2016 - 14:42

Aus Syrien berichtet Karin Leukefeld von der Schwierigkeit, die umkämpfte Großstadt gegenwärtig zu erreichen –

Von KARIN LEUKEFELD, 5. September 2016 –

 Die neue Zufahtstraße nach Aleppo führt über das weitgehend zerstörte Viertel Schababi, das von der YPG kontrolliert wird

Im Juli 2016 hatten die syrischen Streitkräfte den „Oppositionellen“ die letzte Versorgungsroute, die Castello Straße, im Norden der Stadt gekappt. Aus militärischer Sicht wurde so der Nachschub von Waffen und Kämpfern unterbunden, was die „Oppositionellen“ zu Gesprächen und/oder Aufgabe drängen sollte. Armee und Regierungen boten den Kämpfern Abzug an, sofern

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IMI lädt ein: Convergence of the War Hawks

IMI Tübingen - lun, 05/09/2016 - 14:40
Das „IMI lädt ein“ findet diesmal in englischer Sprache statt, eine Übersetzung ist nicht vorgesehen. Keegan Farley wird darin einen Ausblick auf die Außenpolitik der wahrscheinlich zukünftigen Präsidentin der USA, Hillary Clinton, geben und beschreiben, wie sich in ihrem Umfeld (…)

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Schwarzbuch Bundeswehr

IMI Tübingen - lun, 05/09/2016 - 13:10
Die Rosa-Luxemburg-Stiftung hat soeben die Publikation „Schwarzbuch. Kritisches Handbuch zur Aufrüstung und Einsatzorientierung der Bundeswehr“ online gestellt, an deren Erstellung auch einige IMIs beteiligt waren.  

Der Bundestag schafft sich ab

Rationalgalerie - lun, 05/09/2016 - 02:00
Eine Akklamations-Maschine macht sich überflüssig : Es muss demnächst die Stelle eines Bundestag-Herolds ausgeschrieben werden. Der sollte, in einer schicken Uniform, versteht sich, vor Beschlüssen des Bundestages, neben das Rednerpult treten, dreimal mit seinem Zeremonienstab nachdrücklich auf den Boden des Hohen Hauses klopfen und in die...

Ein Königreich kann nicht morden - der Schmock des Monats

Rationalgalerie - lun, 05/09/2016 - 02:00
Saudi Arabien ein Traum-Land der Adels-Blöden : An einem Nachmittag im NDR-Gebäude in Hamburg. Ein Seminar für den Nachwuchs mit Rolf Seelmann-Eggebert, dem Adelsexperten der ARD: „Mein Damen und Herrn, Königreiche sind die letzten Refugien für unsere Träume. Die dürfen wir uns nicht kaputt machen lassen. Deshalb...

Einpeitscher

German Foreign Policy - lun, 05/09/2016 - 00:00
(Eigener Bericht) - Die Alternative für Deutschland (AfD) zieht als zweitstärkste Kraft in den Landtag von Mecklenburg-Vorpommern ein und entwickelt sich zur bei Wahlen erfolgreichsten Rechtsaußen-Partei in der Geschichte der Bundesrepublik. Laut vorläufigem Endergebnis stimmte bei den gestrigen Landtagswahlen in Mecklenburg-Vorpommern mehr als jeder fünfte Wähler für die AfD; es gelingt der Partei in zunehmendem Maße, das in der Bundesrepublik seit je vorhandene ultrarechte Stimmpotenzial zuverlässig abzugreifen. Umfragen zufolge vertreten aktuell mehr als ein Fünftel der deutschen Bevölkerung rassistische Positionen; offene Ressentiments gegen Sinti und Roma sowie gegen Muslime finden die Zustimmung von mehr als der Hälfte der Deutschen. Nicht nur stark, sondern sogar hegemonial sind inzwischen Haltungen, die sich gegen Asylsuchende richten: 85 Prozent der Bevölkerung sprechen sich aktuell für "schnellere Abschiebemöglichkeiten" aus. Stimmungsmache gegen Flüchtlinge wird auch aus dem deutschen Establishment heraus betrieben; so hat das ehemalige Bundesbank-Vorstandsmitglied Thilo Sarrazin (SPD) jüngst in einer führenden deutschen Tageszeitung zu tiefen Einschnitten bei der Genfer Flüchtlingskonvention aufgerufen und die militärische Erzwingung von Abschiebungen verlangt. Solche Forderungen öffnen die Debatte noch weiter nach rechts und stärken damit die AfD.

„Ramstein liegt auf deutschem Staatsgebiet“ Und: „BK und BMVg plädieren … dafür, Druck aus Parlament und Öffentlichkeit auszusitzen.“

No to NATO - dim, 04/09/2016 - 21:53

by Albrecht Müller, NachDenkDeiten

Dieter Deiseroth war bis zu seiner Pensionierung im Jahr 2015 Richter am Bundesverwaltungsgericht. Er publizierte immer wieder zu Fragen des Völkerrechts, insbesondere in Zusammenhang mit dem sogenannten „Krieg gegen den Terror“. Deiseroth ist Mitglied der internationalen Juristenvereinigung IALANA, die sich für ein weltweites Verbot von Atomwaffen einsetzt. Im Interview mit Paul Schreyer spricht er über die Verantwortung und die rechtlichen Pflichten der Bundesregierung in Bezug auf das US-Drohnenprogramm, die juristische Seite der US-Truppenstationierung in Deutschland, sowie die aktuellen Bestrebungen in der deutschen Politik, einen Bundeswehreinsatz im Innern als rechtlich unbedenklich zu definieren.
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IPB World Congress: please support

No to NATO - dim, 04/09/2016 - 18:20
Dear Friends and colleagues, please find below an information of the World Congress of the International Peace Bureau. Our network will participate in the congress by organizing a workshop on “NATO and Militarization – Mobilizing for the next NATO Summit in Brussels 2017”. Please participate in the thunderclap for mobilization and spread the word outside the social networks as well. Greetings, Lucas

Dear friends and colleagues,

the IPB world congress Disarm! For a Climate of Peace – Creating an Action Agenda is coming closer. It will take place at Technical University of Berlin from September 30 to October 3. In early September the third and final program version will be available; the second is available at www.ipb2016.berlin.

We would like to ask you to join our efforts for advertisement and outreach by supporting the thunderclap via facebook, twitter, and/or tumblr. Just follow this link: https://www.thunderclap.it/projects/45829-ipb-world-congress and click one of the support buttons.

By joining the thunderclap the message “The world is over-armed and peace is under-funded. Let’s create a mosselsre peaceful and sustainable world at #ipb2016” will be automatically spread via your account(s) on September 1, the German Anti-War Day, at 19:39 CET. On September 1st 1939, Germany started World War II by invading Poland. Please help us to spread the message of creating a more peaceful and sustainable world on this day.

Feel free to spread this information to your peers and networks and do not hesitate to contact us for any questions and remarks.  Of course, we would also appreciate any form of mobilization. Information and materials can be found on www.ipb2016.berlin.

We are looking forward to seeing you in Berlin in the end of September.

Greetings,

Reiner Braun

Amela Skiljan

Lucas Wirl

O ato final de uma pantomima democrática

The Intercept - Engl. - dim, 04/09/2016 - 17:05

O Le Monde não sabe se é golpe ou farsa. Joaquim Barbosa, que já chamou de “encenação pra justificar a tomada do poder”, define a patacoada como “impeachment Tabajara”. Difícil mesmo classificar o que aconteceu com o Brasil, mas fiquem à vontade para chamar de golpe. Quer ser mais preciso? Chame de golpe parlamentar. Ou “palaciano”, como preferiu a antes negadora do golpe, Luciana Genro.

Não bastou o Ministério Público Federal e a perícia do Senado apontarem que Dilma não cometeu crime. O palco já estava armado, os artistas ensaiados, o roteiro escrito. Nada iria estragar o show que já tinha o seu desfecho definido.

À Dilma foi garantido amplo direito de defesa, mas ela poderia trazer Jesus Cristo para testemunhar a seu favor que nem a bancada evangélica daria ouvidos. Todo o ritual democrático foi seguido numa vã tentativa de conferir legitimidade à farsa. Nessa pantomima, é Jesus.com quem vamos celebrar, já que, sem ele, nada disso seria possível. Aqui tudo é disfarçado, dissimulado, fantasiado. Tudo parece, mas não é.

As condições materiais para o ato final estavam garantidas: o congresso mais conservador desde 1964, uma imprensa disposta a cobrir docilmente o espetáculo e um STF na plateia, assistindo a tudo em silêncio. O cenário estava pronto para os senadores executarem suas performances.

Sem o mesmo suor e swing do primeiro ato na Câmara, mas com a mesma dose cavalar de hipocrisia, o julgamento no Senado foi outro grande desfile do chorume brasileiro: ciclistas fiscais julgando pedaladas. Famílias escravocratas apontando a canalhice alheia. Ladrões do dinheiro público cobrando ética na política. O circo da hipocrisia voltou, senhoras e senhores!

Janaína Paschoal desempenhou com louvor o seu papel de protagonista no grande show. Munida do seu já famoso neopentecostalismo-jurídico, Jana evocou Deus, chorou e mostrou estar imbuída da divina missão de salvar os netos de Dilma. Uma querida!

Mas nada foi tão simbólico quanto a indumentária de Ana Amélia (ex-Globo e, atualmente, no PP). Ela considerou adequado ir à votação fantasiada de Constituição. Uma fantasia que caiu como uma luva para um show que podemos chamar de cosplay da democracia.

Foto: Facebook

Mas, sejamos justos, muitos senadores não fizeram questão de escamotear o caráter golpista do evento. Assistam ao vídeo, volto sem seguida.

Senadores admitem que #impeachment aconteceu sem crime de responsabilidade fiscal pic.twitter.com/PqV7Sd6C0x

— The Intercept Brasil (@TheInterceptBr) August 31, 2016

Viram a franqueza? Vamos registrar aqui as confissões.

Acir Gurgacz (PDT) nem corou: “Nós temos a convicção de que não há crime de responsabilidade fiscal nesse processo, mas falta governabilidade”.

Wellington Fagundes (PR-MT) também mandou na lata: “a maioria aqui nós votamos [SIC] exatamente pela questão da governabilidade”.

Telmário Motta (PDT) também não enrolou: “Considero que a presidente Dilma não foi afastada pela prática de crime algum, mas, sim, por posturas políticas adotadas que não foram capazes de conquistar uma base de apoio congressual minimamente favorável ao seu governo”.

Esses senadores estão afastando uma presidenta democraticamente eleita por falta de governabilidade – aquela, que Eduardo Cunha e sua legião boicotaram de todas as maneiras. Estão convictos da inocência da acusada, mas a condenaram assim mesmo.

É a lógica cristovambuarquiana atualizando o Direito a seu modo. Vejam o que o senador do PPS disse ao El País:

Na dúvida sobre a inocência, prenda o acusado. É mais ou menos o que se fazia no Brasil depois de 1964.

Quatro raras performances de franqueza no circo da hipocrisia, mas não foram as únicas. A Família Bolsonaro também fugiu da encenação, demonstrando que até no golpismo há de se ter dignidade. Pai e filho fizeram um paralelo com o Golpe de 64 e novamente homenagearam os militares:

Não me parece uma comparação tão esdrúxula. Por tamanha franqueza, os Bolsonaros merecem um lugar de honra no Memorial do Golpe a ser construído pela História.

E pra encerrar gloriosamente essa pantomima democrática, só mesmo se Michel Temer fosse atrás de legitimidade na China.

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Donald Trump Once Wanted Third Parties in Presidential Debates, But Not Now

The Intercept - Engl. - dim, 04/09/2016 - 16:57

The three presidential debates and sole vice presidential debate will likely exclude third parties, and GOP nominee Donald Trump is just fine with that.

“I’d rather have head to head and right now they’re not getting any numbers,” Trump told The Washington Post in August, saying he wanted to debate Democrat Hillary Clinton and exclude the Green Party’s Jill Stein and Libertarian Gary Johnson.

But when Trump himself was slated to be excluded from the debate stage, he had a different opinion.

In January of 2000, the Reform Party held a press conference that, among other things, discussed the  exclusion of third-party candidates from the presidential debates. Then-Minnesota Governor Jesse Ventura, one of the party’s few endorsed candidates to hold a major office, denounced exclusion as “despicable.”

Ventura was joined by Trump, who was at the time was considering running for president on the Reform Party ticket.

“I agree 100 percent with Jesse. It’s disgraceful. It’s amazing that they can get away with it,” Trump said during that press conference in 2000.

Trump criticized the threshold – which still exists today – of allowing other candidates into the debate only if they consistently poll at or above 15 percent in national polls.

“I just think it’s unfair…to have such a high standard, a high criteria. For a party that’s a legitimate party, that has a substantial amount of federal funding, that’s recognized,” he said. “Very unfair.”

Watch the relevant section of the press conference:

Trump and Ventura did not suggest an alternative threshold for third party candidates to be allowed into the debate, but some reformers have suggested an alternative rule. They have called for debate access for candidates who achieve enough ballot access to theoretically win and who can achieve either 5 percent in national polls or who polls show Americans want in the debates.

Clinton has yet to speak on the issue of third-party exclusion.

Top photo:Trump and Ventura at their Reform Party press conference in January 2000.

 

 

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In Turkey, a Chechen Commander Makes Plans for War in Syria

The Intercept - Engl. - sam, 03/09/2016 - 17:16

Rustam Azhiyev, better known as Abdul Hakim, rarely left his apartment building in the Basaksehir district of Istanbul. Originally from Chechnya, Hakim has spent almost his entire life at war, and he is now the head of Ajnad al Kavkaz, or Soldiers of the Caucasus, the largest of the Muslim factions from the former Soviet Union fighting in Syria.

It was the fall of 2015, and I wasn’t given our meeting location until I got in the taxi in Istanbul. “Basaksehir, where the big bazaar is located,” my contact told me in Russian over the phone. “You will find it for sure.”

I was supposed to call again when I got there and then wait, apparently long enough to make sure that I wasn’t being watched.

Istanbul is like a giant waiting hall in a train station. It’s easy to remain anonymous in that constant churn of people entering and exiting the city, and that’s what jihadis intent on going to Syria have done here. Thought the exact number is hard to know, there are thousands of Chechens believed to be living in Istanbul, and even more from Central Asia, including Uzbeks, Kazakhs, and Tajiks. And some of them are on their way to Syria, where they take up arms with factions fighting the Assad regime.

In the West, relatively little attention has been paid to the Chechens traveling to Syria; they were regarded until recently as just another small ethnic group among the foreign fighters. But the June bombing of the Istanbul airport, which was blamed on a Chechen mastermind, has brought new scrutiny to fighters from the Caucasus, and other militants from the former Soviet Union crossing through Turkey.

The Aksaray district of Istanbul.

Photo: Tomasz Glowacki

I had first met Abdul Hakim in 2014. We had been in contact through an intermediary for months before he agreed to speak to me in person. At that time, we met in Aksaray, a neighborhood in Istanbul known for being a hub for traders and migrants from the former Soviet Union. Chechens felt comfortable there — unnoticed among Russians, Central Asians, and other foreigners.

But by the fall of 2015, when he agreed to meet again, there were more police on the streets, and the Chechens preferred to avoid the center of the city. The fighters from the former Soviet Union passing through Istanbul have taken a liking to Basaksehir, an outlying district of the city.

When the taxi driver heard, “Basaksehir please,” the response was: “It’s very far away,” as if he feared his client couldn’t afford the bill. Tourists looking for the bustle of the Grand Bazaar and the sound of the muezzin don’t come to Basaksehir, which is filled with soulless apartment blocks, straight, wide streets, and modern shopping areas. There’s little greenery, much less trees. In the summer the heat is unbearable. In winter, it is difficult to find a place sheltered from the wind and driving rain.

The bazaar where I’m told to meet Hakim’s men turned out to be an ordinary shopping center. I finally saw them from a distance — three of them — walking through the rain at a slow pace.

The Chechens and other jihadis I met in Istanbul on their way to Syria, tried to keep a low profile, but they often had a specific look: young men with mustaches and beards trimmed short, and dressed as if they were going on an outdoor adventure. Among the over two dozen such fighters I met there, I noticed a particular style: they tended to favor loose sportswear, particularly Gortex, and lightweight sports shoes, which were ideal for sun-scorched deserts or walking across rubble in the streets of Syrian cities. Their favorite clothing brands were The North Face, Columbia, and the German clothing manufacturer “Jack Wolfskin.”

Hakim’s men took me to the seventh floor in a large anonymous apartment building with a single elevator. The area was closed and monitored, with a watchman at the gate. The view from the window was of another identical-looking apartment building and a playground for children.

Train stop in Istanbul. It’s estimated that thousands of Chechens are living in the city.

Photo: Alessandro Digaetano / LUZphoto/Redux

The apartment itself was almost entirely unfurnished: no ornaments, pictures on the walls, or even flowers in pots. In one room was a sofa and coffee table. In the second, white walls, and some cushions and rugs on the ground. The windows had no curtains, and the glass was covered with dust and sand. A few men in their early 20s milled about, all from Chechnya. For them, Abdul Hakim, who is in his mid-30s, was almost a veteran.

Like other militants I had met in Syria and Turkey, Hakim likes to dress in outdoor clothing, particularly camouflage. His right hand is missing three fingers — the results of an injury while fighting in Chechnya.

“I am an Islamist,” Hakim said with a smile, knowing this statement would make an impression. “The goal is to establish the religion of Allah, and to live according to the precepts of Allah everywhere,” not only in Chechnya.

Hakim and his colleagues are part of a new generation of fighters. They aren’t like the militia their fathers fought in during the first Chechen war, nor like the fighters from the Free Syrian Army in the first years of the civil war in Syria. Those men dressed in whatever clothing they had at hand, not Western sports brands. Their weapons were often outdated, heavily used surplus equipment discarded by a professional army. For those men, war was a temporary condition. They defended their families, homes, towns, and villages, hoping that when things died down, they would return to their former lives.

These young people, in their 20s and 30s, are already professionals. They’ve grown up with war and don’t have any other life to go back to, nor do they expect their lives will ever change. There are largely better equipped than their fathers. Most spend their savings on the best in the wartime survival equipment, clothing, and weapons. They fight frequently on foreign soil.

Many of these younger men are known as “freelancers,” waging jihad from time to time. They join different groups; internationally and locally. They set aside money for a good weapon and ammunition. When they feel tired after a few months of combat — or they get sick — they go back to families they may have left behind in Turkey. They come back and earn some money, for example, by buying and selling weapons, and then return to Syria to fight.

Hakim is indignant that jihad is treated by the West as an evil that must be destroyed. If America and Russia have the right to send troops to Iraq, Afghanistan, Syria, Chechnya, Georgia, and Ukraine, then why, he asks rhetorically, is it wrong to carry out jihad around the world, especially if you’re not fighting for some fleeting interest, like money? “We went for jihad to defend our land, because enemies came to us,” he said.

The first war broke out in Chechnya in 1994 when Abdul Hakim was 12 years old. “I saw everything,” he said. “I saw how our nation was murdered, and not because we were terrorists. In the first war, there was no such thing as terrorism. I saw planes bombing villages, killing men and women.”

Russian Army soldier with the bodies of Chechen civilians killed during battles and exhumed for identification, in Grozny, Chechnya, March 31, 1995.

Photo: Alexander Nemenov/AFP/Getty Images

After the first war ended, and Chechnya was nominally independent, relative calm prevailed. There were murders, kidnappings, but at least there was no war. He lived in the countryside. Like most boys his age, he liked sports, particularly those that involved fighting. Before they went to the forests to fight, many young Chechens won prizes in wrestling, judo, or karate. Most recently, mixed martial arts has become popular in Chechnya. Hakim’s younger brother, Anzor Azhiev, is now one of the most famous mixed martial arts fighters in Poland.

In 1999, the second Chechen war began and Hakim’s friends from school went into battle. For more than two months they defended Grozny, the ruined capital of Chechnya. Then they fled to the mountains. Hakim joined them in 2000. Over time, however, the ranks of these fighters melted away. By 2007, only one or two friends from Abdul Hakim’s childhood were still alive.

In August 2009, Chechen militants were preparing a military operation to kill a traitor, when an explosion severely wounded Hakim’s hand and damaged his eyesight. Hakim escaped to Istanbul, and then was essentially trapped there; he couldn’t return to the Caucasus, because the Russian government wouldn’t allow him to come back, so he went on jihad to Syria.

He is now the “emir,” or leader, of Ajnad al Kavkaz, a militant faction of about 100 men — mostly Chechens — based in the Latakia mountains in Syria.

What most worried him these days was money, and that’s why he had come to Istanbul, straight from the Syrian front. “To solve their problems,” as he put it. His fighters in Syria needed to be fed, they needed weapons and ammunition, and he had to help the families of the dead and wounded. He’s responsible for the fate of those who fight, and for those who get caught and detained by Turkish authorities on the border with Syria.

He is resentful that most of the money for jihad goes to the Islamic State, and other factions. The Chechens get nothing, he says. He complains that the Islamic humanitarian organizations accused of supporting jihad don’t help the Chechens. “They just say they will help, they will do something, but it ends always with promises,” Hakim says.

Talbisseh, in Homs, after Russian airstrikes, Sept. 30, 2015.

Photo: Mahmoud Taha/AFP/Getty Images

In the fall of 2015, the Russians began to bomb Syria, and Abdul Hakim went from Syria back to Turkey, hoping to raise money. He mistakenly believed that it would be easier to get support for his faction when Russia joined the conflict. He was wrong, it was just worse. There were now terrorist attacks in Istanbul, Ankara and cities near the border, and to the east, the Turks were bombing the Kurds. There were more police on the streets, and meetings in central Istanbul were no longer possible.

Like other fighters in Syria, Hakim’s faction has no weapons to defend themselves against Russian air force strikes. Hakim claims he doesn’t care; he says that back in Chechnya, fighters coped with the Russians with even less equipment.

To be hunted by the Russians was expected; but what bothers Abdul Hakim is being called “terrorists,” an allegation that was made after the battle over Idlib, where his faction fought alongside Jabhat al-Nusra, which at the time was allied with al Qaeda, Jund al-Aqsa and other militants recognized as terrorists.

He still doesn’t understand why his small faction would be labeled as terrorists; they didn’t kill women, children, or the elderly. They fight only against the army of Assad, he says. “We want to overthrow tyranny,” he said. “That’s all.”

Abdul Hakim says his aim is to liberate Chechnya. He ultimately wants the Chechens to return from Syria to the Caucasus and rise again united against Russia. That goal is difficult, however, because Russia controls the border. Leaving is not hard, but Russia does not allow suspected militants to return. The exodus of fighters from Russia to Syria has had a clear benefit for the authorities there: Since the beginning of the civil war in Syria, especially since the announcement of Islamic State, militant activity in the Caucasus has decreased by nearly half, according to one estimate. For most, the trip to Syria is one-way.

In the West, experts debate the reasons foreign fighters join the Islamic State, or other jihadi movements in Syria. For the Chechens going to Syria, the goal is clear. Hakim believes sooner or later, there will be a global war with Russia, and that this conflict will allow him a chance to regain his homeland. He recalls the words of the first president of Chechnya, Dzhokhar Dudayev, who in the mid-1990s warned that the Russians would not stop in the Caucasus. But no one would listen to him then.

“Georgians thought that they would not come. … Ukrainians thought they would not come. Europeans have only now started to think about this,” Hakim said. “We hope the Russians come for you. We will be glad if they do. But then it will be too late. Then you will begin to look for us and we will say to you, ‘There are no people of the Caucusus anymore, just international terrorists.’”

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Hillary Clinton Courts Henry Kissinger’s Endorsement Even After Meeting His Victims

The Intercept - Engl. - sam, 03/09/2016 - 16:02

Hillary Clinton’s campaign has been seeking the endorsement of former Secretary of State Henry Kissinger, and their efforts may pay off, as there are reports that he is expected soon, alongside former Secretary of State George Schultz, to issue a joint endorsement of Clinton.

While those inside the national security community in Washington, D.C., may applaud the endorsement, Kissinger’s legacy of war crimes — from complicity in the 1973 coup in Chile to spearheading the saturation bombing of Indochina — has made him far less popular among human rights observers.

Clinton is well aware of that legacy. As secretary of state, she traveled to areas of the world that were devastated by policies Kissinger crafted and implemented.

The most relevant example is in 2012, when she visited Laos’s Cooperative Orthotic & Prosthetic Enterprise, a joint project between NGOs and the government of Laos dedicated to helping people with physical disabilities get prosthetic limbs and be rehabilitated. The project’s creation was prompted by the millions of submunitions littered across Laos, left over from the U.S. air war on the country during the conflict in Indochina.

A 2009 government report estimated that there are still 300 casualties annually from leftover ordinance.

During Clinton’s visit she met with Peter Kim, a young man who at age 16 happened upon an unexploded American bomb and lost both of his hands and his eyesight. “For everyone who works to help prevent injury and then to help survivors, and to the people of Laos, and I wish everything good for you,” Clinton told Kim as reporters watched on.

Kissinger served as President Richard Nixon’s secretary of state when that president expanded the U.S. air war in Laos. During the 1971 ground invasion of the country, Nixon complained about the media’s critique of the operation, leading Kissinger to quip that if “Britain had a press like this in World War II, they would have quit in ’42.”

The bombings made Laos, “per capita, the most heavily bombed country on earth,” with around a ton of bombs being dropped for every person in the country.

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Um golpe (bem) dado em nome de Deus

The Intercept - Engl. - sam, 03/09/2016 - 00:31

Acabou. Dilma Rousseff está destituída do cargo de Presidente da República. Sem que Deus fosse usado como “fiador” de uma mudança necessária por exigência da ética, da moral, dos bons costumes e da ordem, muito provavelmente, todo o embate ético-político que se arrastou desde o auge do poder de Eduardo Cunha na presidência da Câmara até agora, com a queda definitiva de Dilma, não aconteceria – ou poderia ter outro fim.

Não esqueçamos que a advogada Janaína Paschoal, que junto com os juristas Hélio Bicudo e Miguel Realle Jr. protocolou o pedido de impeachment aceito contra a então presidente, disse, absolutamente segura de sua crença, que foi Deus quem iniciou o processo de impeachment. Na verdade, ela disse:

“Foi Deus que fez com que várias pessoas, ao mesmo tempo, cada uma na sua competência, percebessem o que estava acontecendo com nosso país e conferisse a essas pessoas coragem para se levantarem e fazerem alguma coisa a respeito.”

Por que é tão importante garantir que “Deus” esteja presente nas ações políticas tomadas numa disputa?

A esquerda política brasileira nunca fez questão de justificar suas escolhas, objetivos, programas e projetos a partir de “Deus”. A “presença de Deus” na esquerda no Brasil (assim como em toda a América Latina) sempre se deu via movimentos como a chamada Teologia da Libertação católica ou via teólogos protestantes progressistas. Para a direita e o campo conservador, Deus é central. Ele é o legitimador de todas as disputas que eles empreendem.

Quando Eduardo Cunha dizia que aborto era uma pauta que só passaria por cima do seu cadáver, ele não tinha preocupação em defender isso com ideias. Ele pressupunha que, ao barrar o aborto, ele estaria defendendo a vida, e quem dá a vida é Deus. E ele sabe que, para o senso comum, este argumento basta. Aqui, o “argumento Deus” é capaz de neutralizar, ou deixar em segundo plano, qualquer desvio de conduta, atitude desonesta ou, quiçá, criminosa, de qualquer parlamentar.

Parece ser mais fácil impedir que o acusado reaja quando quem acusa está blindado pela imagem de quem está “do lado de Deus”.

É preciso ter nítida a ideia de que se está “do lado de Deus” para, mesmo sabendo que se está tão comprometido na Lava Jato quanto qualquer parlamentar petista,condenar as ações de parlamentares do PT ou mesmo vociferar sobre ética e moral contra Dilma Rousseff – ainda que ela não esteja envolvida.

Se o parlamentar fala em nome de Deus (leia-se da sua relação com a igreja), é irrelevante que a sua trajetória política o desqualifique nitidamente para reivindicar a ética, a justiça e a moral. Quando você diz defender os valores “instituídos por Deus”, você pode dizer, por exemplo, que luta para que o Brasil não se torne uma Venezuela ou não seja tomado pelo “bolivarianismo” sem precisar explicar absolutamente nada sobre o que isso significa.

The impeachment trial of Brazil's first woman president, Dilma Rousseff, got underway Thursday with high expectations that the suspended leader of Latin America's biggest economy will be sacked within days. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)" />

Janaína Paschoal no Senado Nacional, dia 25 de agosto.

Foto: Evaristo Sa/AFP/Getty Images

É certo que o debate do julgamento para o impeachment está quase restrito ao campo da gestão e da economia, mas parece ser mais fácil impedir que o acusado reaja quando quem acusa está blindado pela imagem de quem está “do lado de Deus”.

Complexo é pensar que, hoje, podemos usar o adjetivo “evangélico” (ou protestante, aqui tanto faz) tanto para parlamentares como Pastor Everaldo, Magno Malta e (também agora) Jair Bolsonaro e também para figuras como Martin Luther King Jr. E isso não é simples, porque é tão destoante que se torna quase um erro gramatical colocar o último na mesma frase que os outros três.

A igreja no Brasil tendeu a se tornar também um lugar de privilégios.

Uma igreja negra nos Estados Unidos foi determinante para forçar o fim da segregação racial, enfrentar o Estado e abrir caminho para a conquista dos direitos civis dos negros, e, consequentemente, ampliar o caminho em direção para a garantia dos direitos de outros grupos sociais. Uma igreja negra na África do Sul, com Desmond Tutu e Allan Boesak à frente, foi determinante para forçar o fim do apartheid e fortalecer a luta que tinha Nelson Mandela como a figura principal. Em ambos os países, a igreja se tornou o refúgio de negros perseguidos, sem direitos, local de sua formação, autonomia e empoderamento.

A escolha dos cristãos negros e negras do sul estadunidense era transitar entre a não violência, proposta e defendida pelo Dr. King, e o apoio integral às ações enérgicas do movimento Black Power, às ações dos Panteras Negras, libertação da ativista Ângela Davis. A igreja negra na África do Sul e seus teólogos apontavam para a violência de Estado em Soweto. Tanto nos Estados Unidos quanto na África do Sul, o “Deus” reconhecido pela Teologia Negra (bem como pelas igrejas alinhadas com a Teologia da Libertação na América Latina) era aquele do êxodo do povo vindo da escravidão no Egito, liberto na travessia do Mar Vermelho, que se identificava com os homens e mulheres negros escravizados pela Europa e nos Estados Unidos e com os todos os pobres na era pós-escravocrata.

O pastor Martin Luther King Jr. e outros líderes comunitários e religiosos marcham em Selma, Alabama, no dia 30 de março de 1965, se manifestando pelo direito de voto para negros no estado.

Foto: William Lovelace/Express/Getty Images

A igreja protestante que veio com a missão evangelizadora para o Brasil durante o período chamado de “protestantismo de missão” e não fomentou a formação de cristãos com histórias de luta semelhante. A força da moral das igrejas herdeiras da Reforma, sobretudo de inspiração calvinista, moldou o American way of life e, aqui no Brasil, foi, desde o início do século XX, assimilada pelas denominações que se distanciam de parte da teologia reformada e reivindicam o termo “evangélico” como sendo mais apropriado que “protestante”, mas mantém a exigência e o rigor moral. Evidentemente, tivemos evangélicos (e católicos) que se insurgiram contra a ditadura, se posicionaram contra a desigualdade econômica e a pobreza. Mas, via de regra, a igreja no Brasil tendeu a se tornar também um lugar de privilégios. E quando da virada dos anos oitenta para os noventa, as igrejas, em particular as evangélicas, descobriram os privilégios do Executivo e, principalmente, do Legislativo, o lago conservador tornou-se um mar.

O que se faz “em nome de Deus”, se faz e pronto. Dilma jamais iria sobreviver, iria sucumbir mais cedo ou mais tarde. Não surpreende que o julgamento e o ataque a ela tenha sido tão mais severo que o proferido ao próprio Eduardo Cunha. Até porque, em termos de poder, Cunha segue sendo uma sombra que ronda o círculo do Palácio. Dilma não terá a mesma sorte. Dilma foi destituída “em nome de Deus, da família e da democracia (além de em nome de alguns parentes, cidades, bichos de estimação, etc)”. Um bom aprendizado de hoje pode ser que, na política brasileira, quem não “está do lado de Deus”, ou quem não sabe utilizá-lo a seu favor, está mais suscetível a golpes fatais.

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Temer pede corte médio de 30% em programas sociais, mas verba para militares e agronegócio aumenta

The Intercept - Engl. - ven, 02/09/2016 - 23:46

O governo de Michel Temer começou de fato nessa quarta-feira. Não apenas porque Dilma Rousseff foi destituída do cargo, mas especialmente porque, naquela mesma tarde, chegou ao Congresso Nacional a proposta confeccionada com cuidado pela nova equipe econômica para a distribuição do dinheiro federal para o ano de 2017 – o chamado Orçamento da União.

A análise da lista de programas de governo, em comparação à proposta apresentada no ano passado para o ano de 2016 pela ex-presidente Dilma, desmonta a tese defendida publicamente pelos peemedebistas e pelos apoiadores do impeachment de Dilma de que o novo governo não iria deixar o lado social em segundo plano.

Sinais nesse sentido já tinham sido dados, com extinção de pastas da área, e gerado reação em setores progressistas da sociedade. Mas o que se vê na análise do Orçamento vai além. Temer acaba de propor ao Congresso a redução média de 30% nos valores para os 11 principais programas da área social do governo, já considerando a inflação do período (variação do IGP-M dos últimos 12 meses).

São R$ 29,2 bilhões a menos para esse conjunto de programas (depois de aplicada a taxa de inflação no período), comparado ao que Dilma, já sob efeito da crise econômica, apresentou ao Congresso no ano passado. Trata-se de uma queda real de 14%. Muitos podem argumentar que, neste momento, essa redução é natural, já que o Brasil precisa apertar seus gastos. No entanto, as despesas previstas pelo governo para este ano são da ordem de R$ 3,4 trilhões – cerca de R$ 158 bilhões a mais (crescimento de 4,8%) que o previsto por Dilma um ano atrás.

Brasília – Os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira e da Fazenda, Henrique Meirelles, entregam Orçamento da União 2017 ao 2º vice-presidente do Congresso, senador Romero Jucá.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Se olharmos mais de perto, o argumento perde ainda mais força. Enquanto optou por reduzir as verbas sociais, o governo aumentou, por exemplo (e sempre já considerando o efeito da inflação no período), em R$ 1,47 bilhão as verbas programadas para ações relacionadas ao desenvolvimento do agronegócio (R$ 1,3 bilhão), a investimentos militares (R$ 175 milhões), a obras em aeroportos (R$ 186 milhões), além de ações de política nuclear e espacial, e de política externa – agora sob comando de José Serra (PSDB).

O governo tem a liberdade para fazer escolhas. E começou mostrando bem quais são as suas. Esses dados não estão presentes em pronunciamentos ou entrevistas das figuras chave do governo, mas em meio às 3.691 páginas da proposta orçamentária do ano que vem. Eles consideram, também, apenas os gastos com ações concretas, e não com a gestão e manutenção das áreas relacionadas, como pagamento de pessoal e despesas do dia a dia dos funcionários públicos.

A desvalorização das mulheres no governo Michel Temer não fica evidenciada apenas no fato de somente uma compor o primeiro escalão de seu governo (e mesmo assim após forte reação da opinião pública). Sua equipe econômica está propondo um forte retroceso para o suporte dessa área. O programa “Políticas para as mulheres: promoção da igualdade e enfrentamento à violência ” perdeu exatos 40% da verba planejada pelo governo anterior há um ano. Percentual muito próximo ao que foi também retirado de outra área relegada na composição de seu governo: 42,2% menos dinheiro para a “Promoção da igualdade racial e superação do racismo”.

Só para essas duas áreas, o corte (R$ 72,2 milhões) poderia ser evitado com folga caso o governo decidisse não aumentar em R$ 85,7 milhões as verbas programadas para o programa nuclear brasileiro e as ações para lançamento de foguetes e satélites. Bastava que Michel Temer adiasse por um ano o sonho de chegar às estrelas.

Mas não para por aí. Os indígenas também terão menos verba para programas de seu interesse no ano que vem, conforme planeja o governo. A “Proteção e Promoção dos Direitos dos Povos Indígenas ” perdeu 14,4% dos recursos no comparativo feito pelo The Intercept Brasil. Mesmo o programa de “Promoção e Defesa dos Direitos Humanos”, embora tenha recebido um aumento absoluto de R$ 3,4 milhões na verba programada, experimentará um recuo de 6,3% no comparativo com a proposta de 2016, considerando o efeito da inflação no período.

Um dos eixos que mais chama a atenção na análise realizada é o absoluto desprestígio das ações sociais no campo. O programa de Reforma Agrária e Governança Fundiária foi reduzido a mais da metade (queda de 52,6%). Esse é o programa que garante a distribuição de terras e que é desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário – extinto e colocado sob o guarda-chuva da Casa Civil, com as chaves entregues para o sindicalista urbano e acusado de corrupção Paulinho da Força. O governo programa R$ 1,2 bilhão a menos para o setor. Algumas ações dentro desse programa chamam especialmente a atenção, como a redução de R$ 412 milhões para a compra de terras a serem destinadas à reforma agrária e o corte de 63,7% na ação “Promoção da Educação do Campo”.

No entanto, não dá para dizer que é por falta de dinheiro. Os números indicam que é simplesmente questão de prioridade. Afinal, as ações de desenvolvimento do agronegócio vão de vento em popa, com crescimento programado de 7% acima da inflação. Entre as áreas específicas beneficiadas estão, por exemplo, as subvenções dadas pelo governo para viabilizar investimentos de grandes produtores rurais e agroindústrias, que subirá R$ 2,1 bilhões em relação ao proposto por Dilma no ano passado.

O tópico educação também merece destaque. O amplo orçamento do setor, que abrange repasses para universidades federais em todo o país, além de repasses para educação infantil, entre outras ações (lembrando que aqui não entra pagamento de salários), passará, pelos planos do novo governo, por uma redução de 10,8% (R$ 5,48 bilhões a menos em valores constantes).

Em seu pronunciamento, horas depois de confirmado oficialmente como presidente efetivo, Michel Temer citou os programas Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Disse ele que “aumentamos o valor do Bolsa Família” e que “o Minha Casa, Minha Vida foi revitalizado”. No entanto, o que os números apresentados ao Congresso pelo governo mostram é que haverá uma redução real de 7,4% no programa “Inclusão social por meio do Bolsa Família, do Cadastro Único e da articulação de políticas sociais” – com a diferença seria possível, por exemplo, pagar o benefício básico mensal do programa para 2,3 milhões de pessoas ao longo de todo o ano que vem. Em relação ao MCMV, a previsão é ainda mais sombria. A queda, considerando a inflação do período, é de 56,7%. No ano passado, o governo propunha a integralização de cotas para o Fundo de Arrendamento Residencial no valor de R$ 12,6 bilhões. Agora, a proposta do governo para essa integralização é de R$ 4,9 bilhões.

Toda essa numeralha envolve apenas a proposta inicial de gastos. Esses valores serão trabalhados no Congresso e podem aumentar ou, considerando o perfil da base aliada, diminuir ainda mais. Além disso, na execução do Orçamento ao longo do ano que vem, o governo poderá promover diretamente o chamado contingenciamento de recursos – ou, traduzindo, fazer ainda mais cortes naquilo que já foi cortado.

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Michel Temer abre caminho para interferência editorial na EBC

The Intercept - Engl. - ven, 02/09/2016 - 21:23

(este texto contém atualizações)

Michel Temer foi para a China e deixou a caneta presidencial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Coube a ele deixar gravado seu nome num claro enfraquecimento da empresa pública de comunicação do governo federal, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Os governos do PT sempre foram acusados de tentar cercear a mídia e criar veículos chapa-branca para exaltar os feitos de sua administração. O fato é que a primeira medida provisória enviada pelo novo governo ao Congresso abre margem justamente para uma interferência descontrolada do governo na linha editorial e na programação da EBC.

A Medida Provisória acaba com o Conselho Curador da empresa. Trata-se de um grupo formado por 22 pessoas, sendo 15 representantes da sociedade civil e um representante dos servidores da EBC, além de quatro do governo federal, um do Senado e um da Câmara dos Deputados.

“A EBC passa automaticamente de pública a governamental. Esse elemento de gestão que é a existência de um Conselho, onde a maioria é da sociedade, com papel e caráter deliberativo sobre conteúdos e zela pelo principio de comunicação pública na Empresa, como está na Lei. Então você, eliminando essa instância, você passa automaticamente a decisão sobre conteúdo para dentro da EBC”, explica a então presidente do extinto Conselho, Rita Freire – atuante em movimentos sociais feministas e no Fórum Mundial de Mídia Livre, além de integrante do conselho internacional do Fórum Social Mundial.

função desse grupo é clara: “Existe para zelar pelos princípios e pela autonomia da Empresa Brasil de Comunicação, impedindo que haja ingerência indevida do Governo e do mercado sobre a programação e gestão da comunicação pública”.

“Trata-se de um formato democrático que atende à demanda dos movimentos sociais. A partir de agora, a EBC é, sim, chapa branca. Vai ter censura ideológica e regras de comportamento. Isso tira o aspecto democrático da emissora”, avalia a professora da Universidade Federal Fluminense Heloísa Machado, pesquisadora do tema.

Agora, evitar a ingerência caberá pessoalmente a Michel Temer. A MP estabelece que a nomeação dos diretores da empresa – como os de “jornalismo”, “produção” e “conteúdo e programação” – passa a ser atribuição direta dele. Até agora, essa função cabia ao Conselho de Administração da empresa.

“O governo passa agora a decidir sobre o conteúdo dos veículos de comunicação. A EBC veio cumprir a Constituição Brasileira, que determina que a comunicação no país deve ser complementar: a pública, a privada e a estatal. Sendo a estatal as da Câmara e do Senado, que tem obrigação de prestar informações sobre a atividade destes órgãos”, reitera Freire.

Ricardo Melo, o presidente da EBC, exonerado do cargo nesta sexta-feira de manhã.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Sobre o Conselho de Administração da EBC, mais uma mudança relevante e que reforça o provável caráter chapa-branca que a empresa assumirá no novo governo. Embora Temer tenha incluído um representante dos trabalhadores (posição extinta com o encerramento do Conselho Curador), ele incluiu mais dois assentos para o governo, com representantes dos ministérios da Educação e da Cultura.

Outra mudança simbolicamente relevante é que a indicação do diretor-presidente da empresa passa a ser atribuição de Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, área notadamente política do governo. Antes, cabia à Secretaria de Comunicação Social.

Melo exonerado pela segunda vez

A mexida na EBC não parou por aí. No exercício do cargo de presidente, Rodrigo Maia assinou hoje a exoneração de Ricardo Melo da presidência da empresa. Indicado pelo governo Dilma Rousseff, o jornalista, tinha sido exonerado logo no início do governo interino, mas foi recolocado no posto por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal. Agora, volta a ser retirado do comando para dar lugar a Laerte Rímoli, também jornalista e assessor da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) e que assumiu, no fim de 2015, a diretoria de comunicação da Câmara dos Deputados a convite do então presidente Eduardo Cunha (PMDB).

Machado explica que, segundo o regimento, as posses do presidente da República e da EBC não podem coincidir, para que o segundo atravesse pelo menos dois governos, garantindo independência à empresa: “O que fez ao exonerar Ricardo Melo é inconstitucional. Ele está rompendo com a legalidade e abrindo precedente para que os próximos presidentes façam o mesmo”.

Melo vai recorrer novamente ao STF.

ATUALIZAÇÃO: No fim da tarde, o governo voltou atrás e exonerou Laerte Rímoli.

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The Trump Supporter Running Hungary Is Building a Wall to Keep Muslims Out

The Intercept - Engl. - ven, 02/09/2016 - 19:56

Having successfully hogged the media spotlight for a day with his surprise trip to Mexico City this week, Donald Trump might now be scanning the globe for another foreign capital to visit. If so, don’t be surprised to see Trump Force One landing soon in Budapest, and being greeted warmly by Hungary’s prime minister, Viktor Orban.

Twice in recent weeks, Orban has effectively endorsed Trump, praising the American’s anti-immigrant rhetoric, aimed particularly at Muslims, as in keeping with the Hungarian leader’s own efforts to seal his country’s southern border with a wall and to block the resettlement of Syrian refugees in order “to keep Europe Christian.”

Hungary is even holding a Brexit-inspired referendum on immigration policy next month, which will most likely give Orban’s government a mandate to reject the European Union’s plan to compel the country to accept about 1,200 refugees. And last week, as the Hungarian journalist Szabolcs Panyi noted, the prime minister announced plans to build “a more massive defense system” on Hungary’s border with Serbia to reinforce the tall fence erected last year to block migrants seeking refuge from war and poverty.

Viktor Orbán just announced that a 2nd wall will be built on the #Serbia-n border, to protect #Hungary if "something happens with #Turkey".

— Szabolcs Panyi (@panyiszabolcs) August 26, 2016

Earlier efforts to frighten off migrants with intimidating YouTube videos and scarecrows pinned to the fence have apparently not proved entirely successful.

#Hungary:carved sugarbeet is used 2 scare off #migrants. No crossings in 4 weeks,report sayshttps://t.co/CAGdMtN2hU pic.twitter.com/omvnRN1qWx

— Szabolcs Panyi (@panyiszabolcs) August 15, 2016

Some more scarecrows at the #Hungary-an border fence, put out to frighten #migrants. Source: https://t.co/CAGdMtN2hU pic.twitter.com/K2wrUoEdQV

— Szabolcs Panyi (@panyiszabolcs) August 15, 2016

While their worldviews could hardly be more similar, it was not until July that Orban first made his support for Trump clear, during an address to ethnic Hungarians living in the Romanian region of Transylvania.

“Let me say in the context of this whole migration affair,” Orban said on July 23, “the outcome of the American presidential election is not at all indifferent for us.”

Apparently praising Trump’s dystopian acceptance speech at the Republican convention, Orban explained: “The Republican presidential candidate said yesterday that immigration is a bad thing and it must be stopped; no one can enter America who does not respect the American values, who does not subject himself to the laws, and does not accept the customs they have. Those who fail to do these things should not come, and that is that — this is clear talking.”

Deal with it. Via @indexhu https://t.co/nihuRNeLxV @realDonaldTrump pic.twitter.com/whkFwWJCXl

— Szabolcs Panyi (@panyiszabolcs) July 23, 2016

By contrast, he said, the current administration in Washington, and the Democratic nominee for president, Hillary Clinton, have a view at odds with his own. “President Obama spoke about this openly at the NATO summit: Everyone who is opposed to immigration was classified as a bad guy,” Orban said. “So the Americans take the view that immigration is not something negative, but something that should be encouraged, and those who fail to see any value in it conjure up the worst examples of the spirit of the twentieth century. The American President said harsh things like this.”

Orban continued by invoking the fear often invoked by white nationalists in Europe and the United States, of being overrun, displaced or subjugated by Muslim immigrants.

“I do not criticize the Americans,” Orban said. “I just want to make clear that what is right in their view destroys us, and I therefore cannot endorse it. The truth is that, from an American viewpoint, I understand that they see something positive in immigration, as this is how the United States came about, but they should see that, in this story, we are the Indians.”

During a visit to Brazil for the closing ceremony of the Olympics, Orban reiterated his support for the Republican candidate, telling Folha de São Paulo: “Trump’s foreign policy would be best for us.” Orban did not mention Clinton by name, but he claimed that “The Democrats think there should be no control of the entry of migrants into Europe, which is very dangerous.”

Trump, he added, “is against the policy of democracy promotion in other countries, and I agree with him.”

Since Orban came to power in 2010, he has bristled against criticism that his government has undermined liberal democracy with attacks on freedom of the press and the independence of the judiciary.

During her tenure as Secretary of State, Clinton visited Budapest and expressed concern over the Orban government’s anti-democratic tendencies and disregard for the rights of the Roma minority while standing next to the prime minister.

In 2014, after Orban was reelected, he said his goal was to build “an illiberal state” with a nationalist outlook, praising Russia, Turkey, and China as examples of “successful” nations, “none of which is liberal and some of which aren’t even democracies.”

In May, when Bill Clinton criticized a “Putin-like” Orban for apparently deciding that “democracy is too much trouble,” and turning his country instead into an “authoritarian dictatorship,” the Hungarian prime minister claimed that the former president was merely a puppet of the Hungarian-born philanthropist George Soros.

“Behind the leaders of the Democratic Party we must see George Soros,” Orban said, invoking the man whose efforts to build civil society in his native land have made him Enemy Number One to te ruling party. “The mouth is Clinton’s but the voice is of George Soros.”

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